JONAL DA IBIAPABA VERDADEIRAMENTE IMPARCIAL

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terça-feira, 17 de maio de 2022

13 de Maio Princesa Isabel é lembrada

 “Onde está a liberdade?…onde está que ninguém viu?”*


Hoje, 13 de maio, mais uma vez, este dia é lembrado, em nossa história, pelo ato da Princesa Isabel que assinou a Lei Áurea, no ano de 1888, ainda no período imperial. 


Aprendemos na escola que este foi um ato de heroísmo da regente imperial que decretaria, em definitivo, o fim da escravidão no Brasil.


O sociólogo americano Du Bois, adepto da libertação dos povos africanos, vaticinava que  “o escravo libertou-se, ficou ao sol por um breve momento, e então retornou a escravidão”.


No Brasil, a “libertação” dos escravos significou o abandono à própria sorte de toda uma raça, que se viu, da noite pro dia, sem teto, sem trabalho e sem comida.


Esta “farsa” ditada pela elite imperial e pela classe burguesa insurgente, adepta da república, foi mais uma das mentiras registradas em nossa pobre história do Brasil.


A tão sonhada liberdade não passou de um pesadelo, uma expropriação, uma exploração do branco sobre os negros africanos e afro-descendentes.


Muitos dos nossos irmãos de cor passaram a viver, miseravelmente, desprovidos de qualquer direito ou garantia. Passaram a ser utilizados ainda da forma mais cruel possível.


Em todo período republicano os negros continuam, e, agora, mais do que nunca, a ser discriminados, hostilizados e afastados das conquistas da sociedade moderna. A gente vê, todo dia, manifestações racistas emanadas por quem acha que a cor faz diferença em inteligência e cidadania. 


Fica aqui, a nossa mais veementemente revolta pela maneira como nossas autoridades maiores estão tratando o contigente negro trabalhador desta nossa pobre nação. 


Precisamos, urgentemente, sentirmos, vivenciarmos e sofrermos as mesmas torturas, o mesmo sacrifício que os nossos irmãos escravos sofreram, para dimensionarmos o quanto nossa sociedade foi injusta e desigual…


…”nada a comemorar!”!


*trecho do samba-enredo da Mangueira, 

vice-campeã do desfile das escolas de samba do Rio, em 1988.

Dr Haroldo Maciel 







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