
O universo do bebê é complexo e exige de seus pais paciência e
intimidade para compreender suas nuances. O choro da criança, por
exemplo, nem sempre é causado pela cólica intestinal. Aspectos
emocionais – como estresse, horário biológico desregulado ou genética –
também podem influenciar no nervosismo das crianças. A Shantala, uma
técnica indiana de massagens, aproxima mãe e filho, no mesmo tempo em
que estimula o padrão respiratório. Ela também contribui para o
funcionamento correto do sistema gastrointestinal e endócrino.
A Shantala, que é um método de massagem especialmente desenvolvido para
o bebê, é uma arte de dar e receber amor. O livro Shantala, do obstetra
francês Dr. Frederick Leboyer, ajudou a divulgar a técnica. O médico,
encantado com a intimidade criada entre sua mulher e filho, homenageou a
obra com o nome de sua esposa.
A massagem indiana, no entanto, é terapia milenar. O objetivo é ampliar
os momentos de contato com o seu filho e fortalecer o vínculo entre ele
e a mãe. Nesta perspectiva, o mais importante é o elo entre os dois.
Cada bebê é um indivíduo e o seu sinal de satisfação é o melhor indício
para saber se os movimentos estão adequados.
“Sem dúvida, trata-se de um fortalecimento do vínculo entre a mãe/pai e
o bebê. A terapia consiste na resposta ao toque, ou seja: é uma forma
de se comunicar diretamente com o bebê’’, conta Pedro Vasco,
diretor-executivo e massoterapeuta na SPA & Cia. Além disso,
recomenda-se que a mãe esteja relaxada quando estiver à frente do
procedimento. “Há uma grande diferença entre cólica e estresse. A cólica
ocorre desencadeada pela imaturidade do sistema digestivo do bebê; já o
estresse pode ser genético ou, ainda, provocado por fatores externos
que incomodam o neném’’, explica o massoterapeuta.
Estudos
Estudos realizados pelo Instituto de Pesquisa do Toque, da Faculdade de
Medicina da Universidade de Miami (EUA), comprovaram que esta técnica
deixa a criança menos chorosa, até na hora de trocar as fraldas e tomar
banho, por exemplo. A Shantala é dividida em quatro momentos:
energização, massagem, exercícios finais e banho de relaxamento. “Ela
deve ser aplicada respeitando a sequência: peito, braço, mão, abdômen,
perna, pé, costas e face’’, sinaliza Pedro Vasco.
Desta forma, as mães precisam estar atentas ao óleo que será usado na
massagem. Vasco sugere que os óleos sejam vegetais – extraído das
plantas – para que também hidratem o corpo da criança. Vale lembrar que o
bebê não pode estar com fome ou de estômago cheio. O ideal é que a
Shantala seja feita antes do banho. Segundo ele, “os papais e mamães
devem aguardar o filho completar um mês de vida para aderir à técnica.
Antes disso, não é aconselhável’’.
Passos importantes
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Aqueça suas mãos em água morna ou friccionando-as com óleo vegetal puro.
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Se o dia estiver frio, aqueça o óleo levemente em banho-maria ou deixe próximo ao aquecedor.
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Deslize toda a mão pela pele do bebê.
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O banho de imersão, em água morna, com apenas o rostinho e os ouvidos
do bebê de fora, elimina as tensões que ainda possam existir no corpo
dele e retira o excesso de óleo. Segure-o por baixo e deixe-o flutuar
por entre cinco e dez minuto
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